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Advogado para pejotização: contratado como PJ, mas trabalhava como empregado

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Falso PJ (pejotização)

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Pejotização é quando a empresa exige que a pessoa abra um CNPJ ou um MEI e emita nota fiscal todo mês, mas trata como empregado: horário, chefe, metas, exclusividade e o mesmo serviço dos colegas registrados. Na prática, o contrato de "prestação de serviço" serve para não pagar férias, 13º, FGTS e as verbas da demissão.

O advogado trabalhista avalia se a relação tinha as marcas do emprego e qual é o caminho mais seguro. É um tema em discussão no Supremo Tribunal Federal (Tema 1389), que analisa a validade desse tipo de contratação e quem julga esses casos. Por isso, a análise do momento certo e da via correta é parte do trabalho.

Uma parte do que o PJ deixa de receber é o FGTS. A calculadora de FGTS mostra quanto seria depositado com o seu valor mensal e o tempo de contrato.

Quando vale procurar um advogado

  • A empresa só contratou depois que você abriu CNPJ ou MEI, e você só presta serviço para ela.
  • Você cumpre horário, bate ponto ou precisa avisar quando vai faltar.
  • Você responde a um gestor, recebe metas e é cobrado como os empregados registrados.
  • Você não pode mandar outra pessoa no seu lugar nem recusar trabalho.
  • O "contrato" foi encerrado de uma hora para outra, sem aviso e sem nada a receber.

Um desses sinais já justifica uma conversa. A análise do caso indica se há algo a cobrar antes de qualquer decisão.

O que o advogado faz no seu caso

  1. Compara a rotina real com os requisitos do vínculo: trabalho pessoal, habitual, subordinado e pago.
  2. Reúne as provas: mensagens com o gestor, controle de horário, e-mails, crachá, notas fiscais em valor fixo todo mês.
  3. Calcula o que seria devido se houvesse carteira assinada e o que pode ser compensado com o que já foi pago.
  4. Acompanha a situação do tema no STF e orienta sobre o momento e a via mais adequados para o seu caso.

O que costuma ser cobrado

  • reconhecimento do vínculo, com anotação na carteira;
  • férias + 1/3 e 13º de cada ano, dentro da prescrição;
  • FGTS do período e multa de 40% na saída sem justa causa;
  • aviso prévio e guias do seguro-desemprego;
  • horas extras, quando a jornada passava do limite.

Cada caso depende do contrato, da convenção coletiva e das provas. Nenhum resultado é garantido; o que o advogado faz é mostrar o que a lei prevê para a sua situação.

Prazo

Até 2 anos depois do fim da prestação de serviço, cobrando os últimos 5 anos. Como o tema está em discussão no STF, vale conversar com um advogado logo, para não perder o prazo enquanto se decide o melhor caminho. Veja o guia sobre o prazo para entrar com processo trabalhista.

Um exemplo para entender

Pense numa analista contratada como MEI por uma empresa de cobrança, das 8h às 18h, com supervisora, metas diárias e a mesma mesa e o mesmo sistema das colegas registradas. Ela emitiu uma nota de valor fixo por mês durante 3 anos, sem férias nem 13º. São esses pontos que o advogado usa para avaliar o pedido de vínculo e as verbas do período.

Exemplo ilustrativo, com valores aproximados. Não é um caso real nem promessa de resultado: cada caso depende das provas e da decisão da Justiça.

O que separar para a primeira conversa

  • contrato de prestação de serviço e o comprovante de abertura do CNPJ ou MEI;
  • notas fiscais emitidas e comprovantes de pagamento;
  • mensagens e e-mails com ordens, cobranças e horários;
  • crachá, e-mail corporativo, acesso a sistemas da empresa;
  • nomes de colegas registrados que faziam o mesmo serviço.

Nada disso é obrigatório para começar, mas deixa a análise mais rápida.

Atendimento a distância, sem sair de casa

  • O advogado não precisa ser da sua cidade: o processo é eletrônico, e a conversa, os documentos e o contrato vão pelo WhatsApp.
  • Muitas audiências são por vídeo. Quando precisa ser presencial, o advogado vai até a vara ou conta com um colega da região.

Entenda o assunto a fundo

Prefere contar mais sobre o seu caso?

Conte o que aconteceu. Entramos em contato pelo seu WhatsApp o mais breve possível.

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Dúvidas sobre advogado para falso pj (pejotização)

Se eu aceitei abrir o MEI, ainda posso cobrar?

Aceitar o contrato não impede, por si só, a análise do vínculo. O que se discute é como o trabalho acontecia de fato. Mas o tema está em julgamento no STF, e o advogado precisa avaliar a situação atual antes de qualquer pedido.

Ganhava mais como PJ do que ganharia registrado. Isso atrapalha?

Pode ser levado em conta no cálculo, mas não afasta automaticamente o vínculo. Em geral, o valor pago serve de base para calcular férias, 13º e FGTS do período.

Todo trabalho como PJ é ilegal?

Não. Prestar serviço como empresa é legal quando há autonomia de verdade: você define como e quando trabalha, pode atender outros clientes e assume os riscos. O problema é usar o CNPJ para esconder um emprego.

Quanto custa o advogado?

Em geral, honorário de êxito entre 20% e 30% do valor recebido, por contrato escrito.

Outras situações

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