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Central do TrabalhoFalar com um advogado
Falar com um advogado

Advogado trabalhista em São Paulo

São Paulo tem o maior mercado de trabalho do país e também o maior tribunal trabalhista. Aqui você entende como funciona um processo na capital, quais são os casos mais comuns, quanto custa um advogado e onde conseguir ajuda gratuita.

Trabalhadores em São Paulo, São Paulo

Trabalhar em São Paulo tem suas particularidades

A capital concentra milhões de empregos com carteira, a maior parte em comércio e serviços: lojas, supermercados, bares e restaurantes, call centers, bancos, limpeza, segurança, logística e escritórios. Isso muda o tipo de problema que mais aparece.

Três características da cidade pesam muito nos casos que chegam aos advogados:

  • Muita terceirização. Limpeza, portaria, segurança e manutenção quase sempre são contratadas por empresas terceiras. Quando a terceira some sem pagar, a empresa que recebia o serviço também pode ser cobrada (Súmula 331 do TST).
  • Jornadas longas e escalas. Comércio aberto aos domingos, shoppings até as 22h, escalas 6x1 e 12x36. Hora extra, intervalo cortado e folga não concedida estão entre os pedidos mais comuns.
  • Contratos “por fora”. Pagamento sem holerite, contratação como PJ ou MEI para trabalho de empregado e salário menor na carteira do que o combinado.

Os casos mais comuns na capital

Demissão sem o acerto completo. A empresa demite e paga só uma parte, atrasa o pagamento ou não deposita a multa de 40% do FGTS. Veja o que entra na rescisão e faça a conta na calculadora.

Horas extras e banco de horas. Ponto que “fecha” sempre no horário, banco de horas que nunca é compensado, intervalo de almoço de 20 minutos. Em São Paulo isso aparece muito no varejo, na logística e nos call centers. Leia o guia de horas extras.

Trabalho sem carteira e “pejotização”. Quem trabalha com horário, chefe e salário fixo é empregado, mesmo que tenha assinado contrato como PJ ou MEI. É comum em escritórios, agências, tecnologia, salões e clínicas. Veja como provar o vínculo.

Bancários. A jornada do bancário é de 6 horas (art. 224 da CLT). Quem fazia 8 horas sem ter um cargo de confiança de verdade pode ter direito à 7ª e à 8ª hora como extras. Com a concentração de bancos na cidade, é um dos pedidos mais frequentes no TRT-2.

Assédio moral e metas abusivas. Cobrança com humilhação, exposição de ranking, ameaça de demissão. Guarde mensagens e nomes de quem viu. Leia o guia de assédio moral.

Doenças e acidentes. Lesões por esforço repetitivo em call centers e linhas de produção, problemas de coluna em logística e construção, quedas e acidentes no trajeto. Veja o que fazer depois de um acidente de trabalho.

Justa causa contestada. Muita justa causa é aplicada sem prova ou sem advertência antes. Se foi o seu caso, veja quando a justa causa pode ser revertida.

Como funciona a Justiça do Trabalho em São Paulo

Os processos da capital, da Grande São Paulo e da Baixada Santista correm no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), o tribunal trabalhista com mais processos do Brasil.

Na capital, a maior parte das varas fica no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Barra Funda. Quem trabalhou em Guarulhos, Osasco ou no ABC tem o processo julgado nas varas da própria cidade, mas no mesmo tribunal.

Na prática, para você:

  1. O processo é eletrônico (PJe). O advogado entra com a ação pela internet e você acompanha pelo número do processo.
  2. Vale a cidade onde você trabalhava, não onde você mora.
  3. A primeira audiência quase sempre tenta um acordo. Muitas acontecem por vídeo. Se houver acordo, o processo pode terminar ali.
  4. Sem acordo, o juiz ouve as partes e as testemunhas e depois dá a sentença. Quem perde pode recorrer.

Quanto custa um advogado trabalhista em São Paulo

Para o trabalhador, o modelo mais comum é o honorário de êxito: o advogado recebe uma porcentagem do valor que você ganhar, geralmente entre 20% e 30%. Se não houver ganho, em geral você não paga nada ao seu advogado. Alguns escritórios cobram também uma consulta inicial.

Desde a Reforma Trabalhista de 2017, quem perde a ação pode ter de pagar honorários ao advogado da outra parte. Quem ganha até 40% do teto do INSS, ou prova que não pode pagar, tem direito à justiça gratuita (art. 790 da CLT), que dispensa as custas do processo. Peça ao advogado que explique esse risco no seu caso antes de assinar.

Nossa opinião: desconfie de quem cobra caro só para “analisar” um caso simples de rescisão, e mais ainda de quem promete valor ou vitória garantida. Um bom advogado trabalhista explica o que é forte e o que é fraco no seu caso.

Advogado trabalhista gratuito em SP: o que existe de verdade

Muita gente procura “advogado trabalhista gratuito”, e as opções reais são estas:

  • Sindicato da sua categoria. A maioria tem departamento jurídico para associados, às vezes também para quem não é associado.
  • Núcleos de prática jurídica. Faculdades de Direito da capital atendem de graça, com estudantes orientados por professores. A fila pode ser longa.
  • Entrar sem advogado. A CLT permite que o próprio trabalhador entre com a ação (art. 791), no atendimento ao público da Justiça do Trabalho. Funciona para casos simples, mas sem orientação é fácil esquecer pedidos ou perder prazos.
  • Ministério Público do Trabalho. Recebe denúncias de irregularidades que atingem vários trabalhadores, como trabalho sem registro ou condições perigosas. Ele não move ação individual por você.
  • Defensoria Pública. Na Justiça do Trabalho, a atuação da Defensoria é limitada. Para a maioria das pessoas, ela não é o caminho mais rápido.

Fora isso, o honorário de êxito funciona na prática como “gratuito para começar”: você não tira dinheiro do bolso no início.

Como escolher um advogado trabalhista em SP

Em uma cidade com milhares de advogados, isso costuma pesar mais do que a distância do escritório:

  • Confira a inscrição no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB. Leva um minuto.
  • Prefira quem atua só ou principalmente na área trabalhista, do lado do trabalhador.
  • O escritório não precisa ser perto de casa. Com processo eletrônico e audiência por vídeo, a localização quase não importa.
  • Peça o contrato por escrito, com a porcentagem e o que acontece em caso de acordo.
  • Fuja de promessas. Ninguém pode garantir resultado nem valor.

O que separar antes de falar com o advogado

Quanto mais organizado você chegar, mais rápido o advogado diz se vale a pena entrar com a ação:

  • carteira de trabalho (física ou digital) e contrato;
  • holerites e termo de rescisão, se tiver;
  • extrato do FGTS (aplicativo FGTS);
  • registros de ponto, escalas, prints de mensagens e e-mails;
  • nome e contato de colegas que podem ser testemunhas;
  • datas de entrada e saída e o salário real, inclusive o que era pago “por fora”.

Lembre do prazo: você tem até 2 anos depois de sair da empresa para entrar com o processo, e pode cobrar os últimos 5 anos. Cada mês de espera é um mês a menos que pode ser cobrado.

Atualizado em 19 de outubro de 2026.

Direitos por setor em São Paulo

Trabalhadores do setor de comércio e varejo

Comércio e varejo

Lojas, supermercados e atacados empregam muita gente em São Paulo, quase sempre com escalas que incluem fins de semana e feriados.

  • Domingo trabalhado exige folga: a lei manda que o descanso caia num domingo pelo menos uma vez a cada três semanas (Lei 10.101/2000).
  • Trabalho em feriado depende do que diz a convenção coletiva da categoria e deve ser pago em dobro ou compensado.
  • Comissões fazem parte do salário e entram no cálculo de férias, 13º, FGTS e rescisão.
  • Diferença de caixa só pode ser descontada se houver acordo prévio ou culpa comprovada (art. 462 da CLT).
Guia de horas extras
Trabalhadores do setor de limpeza, portaria e segurança

Limpeza, portaria e segurança

Boa parte dos serviços em São Paulo é feita por terceirizados: limpeza, portaria, vigilância e manutenção em prédios, hospitais, escolas e órgãos públicos.

  • Se a empresa terceirizada não paga, quem contratou o serviço também pode ser cobrado (Súmula 331 do TST).
  • Vigilantes têm direito ao adicional de periculosidade de 30% (art. 193 da CLT).
  • A escala 12x36 precisa estar prevista em acordo ou convenção; horas além disso são extras.
  • Quando a terceirizada fecha as portas, a rescisão e o FGTS continuam devidos.
O que entra na rescisão
Trabalhadores do setor de bancos e financeiras

Bancos e financeiras

Bancos, financeiras e correspondentes bancários têm muitos funcionários em São Paulo, com jornada especial e muita pressão por metas.

  • A jornada do bancário é de 6 horas por dia (art. 224 da CLT).
  • Quem faz 8 horas sem ter cargo de confiança de verdade pode cobrar a 7ª e a 8ª hora como extras.
  • Funcionários de financeiras e correspondentes podem ter direito aos benefícios dos bancários.
  • Metas abusivas e cobrança com humilhação podem gerar indenização por assédio moral.
Guia de horas extras

Mapa e tribunal de São Paulo

Os processos de São Paulo tramitam no TRT da 2ª Região, que atende São Paulo (capital, Grande SP e Baixada Santista). Endereços das varas e consulta de processos: site oficial do TRT-2.

Guias completos sobre seus direitos

Dúvidas sobre advogado trabalhista em São Paulo

Quanto cobra um advogado trabalhista em São Paulo?

Para o trabalhador, o mais comum é o advogado cobrar uma porcentagem do que você receber no final, em geral entre 20% e 30%. Se não ganhar, normalmente não paga honorários do seu advogado. Alguns cobram consulta à parte. Peça sempre o contrato por escrito, com a porcentagem e o que acontece em caso de acordo.

Como conseguir advogado trabalhista gratuito em SP?

As saídas mais usadas são o sindicato da sua categoria, que costuma ter advogado para os associados, e os núcleos de prática jurídica das faculdades de Direito. Você também pode entrar com a ação sem advogado, no setor de atendimento ao público da Justiça do Trabalho, mas só nas primeiras instâncias e com mais risco de errar em pedidos e provas.

Onde fica o Fórum Trabalhista de São Paulo?

A maior parte das varas do trabalho da capital funciona no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Avenida Marquês de São Vicente, 235, na Barra Funda. Mas o processo é eletrônico: você não precisa ir até lá para entrar com a ação, e muitas audiências acontecem por vídeo.

Quanto tempo demora um processo trabalhista em São Paulo?

Depende do caso e da vara. Muitos processos terminam em acordo já na primeira audiência, alguns meses depois do início. Quando não há acordo e alguém recorre, pode levar mais de um ano até receber. O advogado consegue estimar melhor depois de ver os documentos.

Trabalhei em São Paulo, mas moro em outra cidade. Onde entro com o processo?

Em regra, o processo corre na cidade onde você trabalhava (art. 651 da CLT), mesmo que você more em outro lugar. Como o processo é eletrônico e muitas audiências são por vídeo, isso raramente é um problema.

Dá para falar com advogado trabalhista pelo WhatsApp?

Sim. Pelo formulário desta página você conta o caso em poucas linhas e um advogado trabalhista retorna pelo WhatsApp. A primeira conversa serve para entender se vale a pena entrar com a ação; contratar é uma decisão sua, depois.

Bairros de São Paulo

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