O trabalho em Manaus
A economia de Manaus gira em torno do Polo Industrial da Zona Franca. No Distrito Industrial estão fábricas de motocicletas, bicicletas, televisores, celulares, ar-condicionado e componentes eletrônicos, que empregam dezenas de milhares de pessoas em linhas de montagem e turnos. Fora das fábricas, a cidade tem comércio, serviços, construção civil e um porto movimentado.
O ritmo da indústria marca os casos trabalhistas: turnos, metas de produção, lesões por esforço repetitivo e contratos temporários que se repetem.
Os casos mais comuns em Manaus
Linhas de montagem. Movimentos repetitivos, metas de produção e pausas insuficientes geram lesões nos punhos, ombros e coluna. Veja acidente e doença do trabalho.
Turnos de revezamento. Jornada de 6 horas, salvo negociação coletiva. Muitas fábricas aplicam escalas diferentes sem acordo válido.
Temporários e terceirizados. Contratos temporários renovados além do limite legal e terceirizadas que demitem sem pagar.
Comércio e serviços. Domingos sem folga, horas extras e trabalho sem carteira. Veja o guia de horas extras.
Rescisão incompleta. Em épocas de queda na produção, as demissões em massa costumam vir com acertos errados. Confira na calculadora de rescisão.
Como funciona a Justiça do Trabalho em Manaus
Os processos são julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), com sede em Manaus, que atende o Amazonas e Roraima. A capital concentra as varas do trabalho do estado.
O processo corre pelo PJe. A primeira audiência tenta um acordo, muitas vezes por vídeo. Em casos de doença ocupacional, a perícia médica é decisiva. Depois vem a sentença.
Quanto custa e onde conseguir ajuda gratuita
O mais comum é o honorário de êxito, entre 20% e 30% do que você receber. Quem ganha até 40% do teto do INSS tem direito à justiça gratuita.
Opções gratuitas em Manaus:
- Sindicatos dos metalúrgicos, eletroeletrônicos, comerciários e da construção.
- Núcleos de prática jurídica das faculdades de Direito da cidade.
- Atendimento ao público da Justiça do Trabalho.
Nossa opinião: quem sai da fábrica com dor crônica muitas vezes só pensa no INSS. Se a doença tem relação com o trabalho, também pode haver estabilidade e indenização a cobrar da empresa.
O que separar antes da conversa
Carteira de trabalho, holerites, escalas de turno, atestados e exames, CAT (se houver), extrato do FGTS e nomes de colegas. Prazo: até 2 anos depois de sair, cobrando os últimos 5 anos.
Atualizado em 19 de outubro de 2026.
Os processos de Manaus tramitam no TRT da 11ª Região, que atende Amazonas e Roraima. Endereços das varas e consulta de processos: site oficial do TRT-11.