O trabalho em Aracaju
Aracaju reúne a maior parte dos empregos formais de Sergipe. A cidade vive de serviços públicos e privados, comércio, saúde, educação e turismo, com a orla e os eventos de São João movimentando bares, hotéis e restaurantes. O petróleo e o gás, em terra e no mar, empregam muitos trabalhadores, principalmente por meio de empresas prestadoras de serviço.
Os casos trabalhistas mais comuns giram em torno da terceirização, do comércio, do turismo sazonal e das atividades de petróleo.
Os casos mais comuns em Aracaju
Terceirizados. Limpeza, vigilância, portaria e manutenção em órgãos públicos, hospitais e empresas. O tomador do serviço pode responder quando a terceirizada não paga.
Petróleo e gás. Prestadoras de serviço que encerram contratos e demitem sem pagar, periculosidade e escalas de embarque.
Comércio. Domingos sem folga, horas extras e comissões fora do cálculo das férias. Veja o guia de horas extras.
Turismo e eventos. Contratos informais na alta temporada e no São João, gorjeta fora do holerite.
Trabalho sem carteira. Veja como provar o vínculo.
Rescisão incompleta. Confira na calculadora de rescisão.
Como funciona a Justiça do Trabalho em Aracaju
Os processos são julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-20), com sede em Aracaju, que atende todo o estado de Sergipe. A capital concentra as principais varas do estado.
O processo corre pelo PJe. A primeira audiência tenta um acordo, muitas vezes por vídeo. Sem acordo, há testemunhas e a sentença.
Quanto custa e onde conseguir ajuda gratuita
O mais comum é o honorário de êxito, entre 20% e 30% do que você receber. Quem ganha até 40% do teto do INSS tem direito à justiça gratuita.
Opções gratuitas em Aracaju:
- Sindicatos dos comerciários, vigilantes, petroleiros e da hotelaria.
- Núcleos de prática jurídica das faculdades de Direito da cidade.
- Atendimento ao público da Justiça do Trabalho.
Nossa opinião: quando a prestadora de serviço do petróleo fecha, muita gente fica esperando “a empresa grande resolver”. Incluir a contratante no processo desde o início costuma ser o que garante o pagamento.
O que separar antes da conversa
Carteira de trabalho, holerites, escalas, crachá ou documentos do local de trabalho, extrato do FGTS, mensagens e nomes de colegas. Prazo: até 2 anos depois de sair, cobrando os últimos 5 anos.
Atualizado em 19 de outubro de 2026.
Os processos de Aracaju tramitam no TRT da 20ª Região, que atende Sergipe. Endereços das varas e consulta de processos: site oficial do TRT-20.