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Falar com um advogado

Advogado trabalhista em Praia Grande

Praia Grande vive do comércio, da construção civil e do turismo de temporada na Baixada Santista. Veja os casos mais comuns na cidade, como funciona um processo no TRT-2 e como falar com um advogado trabalhista pelo WhatsApp.

Trabalhar em Praia Grande

Praia Grande vive do comércio, da construção civil e do turismo de temporada na Baixada Santista.

Por isso, boa parte dos casos que chegam aos advogados trabalhistas de Praia Grande envolve hotéis, bares e turismo, comércio e varejo e construção civil, além dos problemas que aparecem em qualquer emprego: rescisão paga pela metade, horas extras que não entram no holerite e trabalho sem carteira assinada.

Se você trabalha ou trabalhou em Praia Grande e acha que a empresa ficou devendo, aqui está o que costuma estar em jogo, como funciona o processo na região e como falar com um advogado trabalhista sem sair de casa.

Casos mais comuns em Praia Grande

Trabalhadores do setor de hotéis, bares e turismo

Hotéis, bares e turismo

Hotéis, bares, restaurantes e o comércio de temporada empregam muito em Praia Grande, com jornadas longas e picos de movimento.

  • Gorjeta faz parte da remuneração e precisa ser anotada na carteira e no holerite (Lei 13.419/2017).
  • Contrato de temporada precisa ser formal: temporário ou por prazo determinado, com carteira.
  • Trabalho noturno em bares e cozinhas tem adicional de pelo menos 20%.
  • Folga semanal e intervalo de refeição são obrigatórios mesmo na alta temporada.
Guia de horas extras
Trabalhadores do setor de comércio e varejo

Comércio e varejo

Lojas, supermercados e atacados empregam muita gente em Praia Grande, quase sempre com escalas que incluem fins de semana e feriados.

  • Domingo trabalhado exige folga: a lei manda que o descanso caia num domingo pelo menos uma vez a cada três semanas (Lei 10.101/2000).
  • Trabalho em feriado depende do que diz a convenção coletiva da categoria e deve ser pago em dobro ou compensado.
  • Comissões fazem parte do salário e entram no cálculo de férias, 13º, FGTS e rescisão.
  • Diferença de caixa só pode ser descontada se houver acordo prévio ou culpa comprovada (art. 462 da CLT).
Guia de horas extras
Trabalhadores do setor de construção civil

Construção civil

A construção civil emprega muito em Praia Grande, com obras de empreiteiras, subempreiteiras e muitos trabalhadores sem registro.

  • Na subempreitada, a empreiteira principal também responde pelos direitos do trabalhador (art. 455 da CLT).
  • Trabalho por diária, sem carteira, por meses seguidos, pode ser reconhecido como emprego.
  • Equipamento de proteção é obrigação da empresa; quedas e acidentes precisam de CAT.
  • Horas extras para cumprir prazo de obra devem ser pagas com adicional.
Trabalho sem carteira assinada

Problemas que aparecem em qualquer emprego

Como funciona um processo trabalhista em Praia Grande

Os processos de Praia Grande são julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que atende São Paulo (capital, Grande SP e Baixada Santista). Em regra, o processo corre na cidade onde você trabalhava (art. 651 da CLT). Se Praia Grande não tiver vara do trabalho própria, a vara de uma cidade vizinha atende, e o TRT informa qual.

  1. O advogado entra com a ação pela internet. O processo é eletrônico (PJe) e você acompanha pelo número.
  2. A primeira audiência tenta um acordo. Muitas acontecem por vídeo. Se as partes se acertarem, o processo pode terminar ali.
  3. Sem acordo, o juiz ouve as partes e as testemunhas e, se precisar, manda fazer perícia (insalubridade, doença do trabalho).
  4. Vem a sentença. Quem perde pode recorrer ao próprio TRT-2; depois disso, o valor é calculado e pago.

Pauta de audiências, endereço das varas e consulta de processos: site oficial do TRT-2.

Quanto custa um advogado trabalhista em Praia Grande

Para quem é trabalhador, o modelo mais comum é o honorário de êxito: o advogado recebe uma porcentagem do que você ganhar no processo ou no acordo, geralmente entre 20% e 30%. Se não houver ganho, em geral você não paga nada ao seu advogado. Alguns cobram uma consulta inicial à parte.

Desde a Reforma Trabalhista de 2017, quem perde pode ter de pagar honorários ao advogado da outra parte. Quem ganha até 40% do teto do INSS, ou prova que não pode pagar, tem direito à justiça gratuita (art. 790 da CLT), que dispensa as custas. Peça ao advogado que explique esse risco no seu caso.

Nossa opinião: desconfie de quem cobra caro só para "olhar" um caso simples de rescisão, e mais ainda de quem promete valor ou vitória garantida. Um bom advogado trabalhista explica o que é forte e o que é fraco no seu caso antes de você assinar qualquer coisa.

Advogado trabalhista gratuito em Praia Grande: o que existe

  • Sindicato da categoria. A maioria tem departamento jurídico para associados, às vezes também para quem não é.
  • Faculdades de Direito. Os núcleos de prática jurídica atendem de graça, com estudantes orientados por professores.
  • Entrar sem advogado. A CLT permite que o trabalhador entre com a ação sozinho (art. 791), no atendimento ao público da Justiça do Trabalho. Serve para casos simples, mas é fácil esquecer pedidos.
  • Ministério Público do Trabalho. Recebe denúncias que atingem vários trabalhadores, mas não move ação individual por você.

Na prática, o honorário de êxito funciona como "gratuito para começar": você não tira dinheiro do bolso no início.

Como escolher um advogado trabalhista

  • Confira a inscrição no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB.
  • Prefira quem atua principalmente na área trabalhista, do lado do trabalhador.
  • O escritório não precisa ser em Praia Grande: com processo eletrônico e audiência por vídeo, a distância quase não importa.
  • Peça o contrato por escrito, com a porcentagem e o que acontece em caso de acordo.
  • Fuja de promessas: ninguém pode garantir resultado nem valor.

O que separar antes de falar com o advogado

Carteira de trabalho (física ou digital) Holerites e termo de rescisão Extrato do FGTS (aplicativo) Registros de ponto e escalas Prints de mensagens e e-mails Nome de colegas que viram tudo

Atenção ao prazo: você tem até 2 anos depois de sair da empresa para entrar com o processo e pode cobrar os últimos 5 anos. Cada mês de espera é um mês a menos que pode ser cobrado. Entenda o prazo.

Guias completos sobre seus direitos

Dúvidas sobre advogado trabalhista em Praia Grande

Como encontrar um advogado trabalhista em Praia Grande?

Pelo formulário desta página você conta o caso em poucas linhas e um advogado trabalhista retorna pelo WhatsApp, com atendimento online para quem trabalhou em Praia Grande. Antes de contratar, confira a inscrição do profissional no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB.

Quanto cobra um advogado trabalhista em Praia Grande?

Para o trabalhador, o mais comum é o honorário de êxito: uma porcentagem do valor recebido no final, em geral entre 20% e 30%. Se não houver ganho, normalmente você não paga seu advogado. Peça o contrato por escrito.

Existe advogado trabalhista gratuito em Praia Grande?

As opções mais usadas são o departamento jurídico do sindicato da sua categoria e os núcleos de prática jurídica das faculdades de Direito da região. Também é possível entrar com a ação sem advogado na Justiça do Trabalho, mas com mais risco de errar nos pedidos.

Qual tribunal julga os processos trabalhistas de Praia Grande?

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que atende São Paulo (capital, Grande SP e Baixada Santista). O processo é eletrônico, pelo sistema PJe, e muitas audiências são por vídeo.

A gorjeta de quem trabalha em restaurante em Praia Grande entra nos direitos?

Sim. A gorjeta integra a remuneração e reflete em férias, 13º e FGTS, mas não na base do aviso prévio e de horas extras, segundo o entendimento do TST. Ela deve aparecer no holerite.

Quem trabalha no comércio em Praia Grande tem direito a folga no domingo?

Sim. O comércio pode abrir aos domingos, mas o repouso semanal precisa coincidir com um domingo pelo menos uma vez a cada três semanas. Se isso não acontece, ou se o domingo trabalhado não é compensado, pode haver valores a cobrar.

Trabalhei em Praia Grande, mas moro em outra cidade. Onde entro com o processo?

Em regra, o processo corre onde você trabalhava (art. 651 da CLT), ou seja, na Justiça do Trabalho que atende Praia Grande. Como o processo é eletrônico, morar longe raramente atrapalha.

Quanto tempo eu tenho para entrar com o processo?

Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrando valores dos últimos 5 anos. Quanto antes você entrar, maior o período que pode ser cobrado.

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