Franca é a capital nacional do calçado masculino, com centenas de fábricas, ateliês e bancas de costura. Veja os casos mais comuns na cidade, como funciona um processo no TRT-15 e como falar com um advogado trabalhista pelo WhatsApp.
Setores com mais casosConfecção, Indústria, Comércio
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Trabalhar em Franca
Franca é a capital nacional do calçado masculino, com centenas de fábricas, ateliês e bancas de costura.
Por isso, boa parte dos casos que chegam aos advogados trabalhistas de Franca envolve confecção, calçados e produção por peça, indústria e fábricas e comércio e varejo, além dos problemas que aparecem em qualquer emprego: rescisão paga pela metade, horas extras que não entram no holerite e trabalho sem carteira assinada.
Se você trabalha ou trabalhou em Franca e acha que a empresa ficou devendo, aqui está o que costuma estar em jogo, como funciona o processo na região e como falar com um advogado trabalhista sem sair de casa.
Casos mais comuns em Franca
Confecção, calçados e produção por peça
Confecção, calçados e produção por peça
Confecções, fábricas de calçados e oficinas de costura (as facções) empregam muita gente em Franca, muitas vezes com pagamento por peça produzida.
Quem ganha por peça tem direito pelo menos ao salário mínimo ou ao piso da categoria, mesmo em meses fracos.
Oficina de costura que só produz para uma marca pode deixar essa marca responsável pelos direitos.
Trabalho em casa para a empresa, com metas e prazos, pode ser emprego e exigir carteira.
Movimentos repetitivos e colas e solventes estão entre as principais causas de doenças.
Horas extras sem pagamento. Ponto britânico, banco de horas que nunca é compensado e intervalo de almoço cortado.
Trabalho sem carteira. Quem trabalha com horário, chefe e salário é empregado, mesmo sem registro ou como MEI.
Justa causa sem prova. Muitas são aplicadas sem advertência antes e podem ser revertidas.
Empresa que não cumpre o contrato. Salário atrasado ou FGTS sem depósito permitem pedir a rescisão indireta e sair com todos os direitos.
Assédio moral. Humilhação, ameaças e metas abusivas podem gerar indenização.
Como funciona um processo trabalhista em Franca
Os processos de Franca são julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), que atende Campinas e interior de São Paulo. Em regra, o processo corre na cidade onde você trabalhava (art. 651 da CLT). Se Franca não tiver vara do trabalho própria, a vara de uma cidade vizinha atende, e o TRT informa qual.
O advogado entra com a ação pela internet. O processo é eletrônico (PJe) e você acompanha pelo número.
A primeira audiência tenta um acordo. Muitas acontecem por vídeo. Se as partes se acertarem, o processo pode terminar ali.
Sem acordo, o juiz ouve as partes e as testemunhas e, se precisar, manda fazer perícia (insalubridade, doença do trabalho).
Vem a sentença. Quem perde pode recorrer ao próprio TRT-15; depois disso, o valor é calculado e pago.
Pauta de audiências, endereço das varas e consulta de processos: site oficial do TRT-15.
Quanto custa um advogado trabalhista em Franca
Para quem é trabalhador, o modelo mais comum é o honorário de êxito: o advogado recebe uma porcentagem do que você ganhar no processo ou no acordo, geralmente entre 20% e 30%. Se não houver ganho, em geral você não paga nada ao seu advogado. Alguns cobram uma consulta inicial à parte.
Desde a Reforma Trabalhista de 2017, quem perde pode ter de pagar honorários ao advogado da outra parte. Quem ganha até 40% do teto do INSS, ou prova que não pode pagar, tem direito à justiça gratuita (art. 790 da CLT), que dispensa as custas. Peça ao advogado que explique esse risco no seu caso.
Nossa opinião: desconfie de quem cobra caro só para "olhar" um caso simples de rescisão, e mais ainda de quem promete valor ou vitória garantida. Um bom advogado trabalhista explica o que é forte e o que é fraco no seu caso antes de você assinar qualquer coisa.
Advogado trabalhista gratuito em Franca: o que existe
Sindicato da categoria. A maioria tem departamento jurídico para associados, às vezes também para quem não é.
Faculdades de Direito. Os núcleos de prática jurídica atendem de graça, com estudantes orientados por professores.
Entrar sem advogado. A CLT permite que o trabalhador entre com a ação sozinho (art. 791), no atendimento ao público da Justiça do Trabalho. Serve para casos simples, mas é fácil esquecer pedidos.
Ministério Público do Trabalho. Recebe denúncias que atingem vários trabalhadores, mas não move ação individual por você.
Na prática, o honorário de êxito funciona como "gratuito para começar": você não tira dinheiro do bolso no início.
Prefira quem atua principalmente na área trabalhista, do lado do trabalhador.
O escritório não precisa ser em Franca: com processo eletrônico e audiência por vídeo, a distância quase não importa.
Peça o contrato por escrito, com a porcentagem e o que acontece em caso de acordo.
Fuja de promessas: ninguém pode garantir resultado nem valor.
O que separar antes de falar com o advogado
Carteira de trabalho (física ou digital)
Holerites e termo de rescisão
Extrato do FGTS (aplicativo)
Registros de ponto e escalas
Prints de mensagens e e-mails
Nome de colegas que viram tudo
Atenção ao prazo: você tem até 2 anos depois de sair da empresa para entrar com o processo e pode cobrar os últimos 5 anos. Cada mês de espera é um mês a menos que pode ser cobrado. Entenda o prazo.
Pelo formulário desta página você conta o caso em poucas linhas e um advogado trabalhista retorna pelo WhatsApp, com atendimento online para quem trabalhou em Franca. Antes de contratar, confira a inscrição do profissional no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB.
Quanto cobra um advogado trabalhista em Franca?
Para o trabalhador, o mais comum é o honorário de êxito: uma porcentagem do valor recebido no final, em geral entre 20% e 30%. Se não houver ganho, normalmente você não paga seu advogado. Peça o contrato por escrito.
Existe advogado trabalhista gratuito em Franca?
As opções mais usadas são o departamento jurídico do sindicato da sua categoria e os núcleos de prática jurídica das faculdades de Direito da região. Também é possível entrar com a ação sem advogado na Justiça do Trabalho, mas com mais risco de errar nos pedidos.
Qual tribunal julga os processos trabalhistas de Franca?
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), que atende Campinas e interior de São Paulo. O processo é eletrônico, pelo sistema PJe, e muitas audiências são por vídeo.
Quem costura ou faz calçado por peça em Franca tem direito ao salário mínimo?
Sim. Mesmo com pagamento por produção, o trabalhador tem garantido pelo menos o salário mínimo ou o piso da categoria, além de férias, 13º e FGTS sobre tudo o que recebe.
Quem trabalha em fábrica em Franca tem direito a insalubridade?
Depende da exposição. Ruído, calor, poeira e produtos químicos acima dos limites das normas dão direito ao adicional, que pode ser de 10%, 20% ou 40%. Na Justiça, quem confirma é a perícia no local de trabalho.
Trabalhei em Franca, mas moro em outra cidade. Onde entro com o processo?
Em regra, o processo corre onde você trabalhava (art. 651 da CLT), ou seja, na Justiça do Trabalho que atende Franca. Como o processo é eletrônico, morar longe raramente atrapalha.
Quanto tempo eu tenho para entrar com o processo?
Até 2 anos depois de sair da empresa, cobrando valores dos últimos 5 anos. Quanto antes você entrar, maior o período que pode ser cobrado.